O Editor

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Solimões: a origem

A primeira história de Silvestre, o lenhador fugitivo

Havia um homem, nomeado de Silvestre, que um dia chegou em um porto, na Ibéria.

Isso remonta à época anterior à ressurreição do filho do Grande Espírito, Deus Jeová.

Esse homem se estabeleceu no Reino da Ibéria; e naquela época, não havia um soberano nacional e sim, clãs. 

Silvestre, como patriarca, chegou com sua esposa e seus filhos. Haviam parentela entre eles.

Com o tempo se estabeleceram; e sua família tornou-se numerosa. 

Com a vinda do Império Romano, essa família foi pulverizada na sociedade e dentre eles haviam os que acompanhavam a elite.

Com isso, surgiu o Censo de César no Império Romano.

A necessidade de Censo, é uma prova que povos de lugares desconhecidos chegaram nos domínios do Império.

Então, a descendência de Silvestre foi dividida.

Entre eles, os remanescentes de Silvestre. 

 

 

A projeção: os remanescentes

Entre eles, Silva se destacou.

Silva era um homem temente a Deus.

Silva se casou com Ana Maria da Serra.

Silva, era filho de Silvestre.

Silvestre, era filho de Silveira.

Silva foi pai de Silvano, e avô de Siqueira.

Silvano, guardou os mandamentos de Silva, Silvestre e Silveira.

 

A ramificação: os primos de Silvestre

Simões era um homem justo. Foi ele que acolheu Silvestre na chegada ao porto. Simões preparou uma grande festa, ao estilo da recepção feita ao filho que a casa retornou.

Simões, junto com Sena e Seixas, intercederam aos poderosos Druidas a dar asilo a Silvestre, que chega sem mantimentos; sem especiarias e sem peixes. A fuga de Silvestre, alarmou seu reconhecimento como homem de bem.

Simões, protegeu o fugitivo.

Simões não sabia de onde vinha Silvestre.

Silvestre, dizia que vinha da Selva; onde o sol não raiava como raiava na Ibéria, não muito forte, porém visível. Ao contrário dali, na Selva era muito quente e úmido; e que não se via o sol, pois as árvores eram como os gigantes.

 

A recompensa: Deus promete a Simões, o galardão

Simões, enfrenta grandes e violentos ataques em suas propriedades. Ao proteger o forasteiro, estaria conspirando contra o Ancião da Cidade. O Ancião da cidade, trazia uma aparência Celta, com veneração à mãe natureza.

O Ancião da cidade soube pelos acusadores que Silvestre afirmava que ele sim, conhecia as Florestas.

Os druidas furiosos com a história que Silvestre relatava, exigiram do Ancião, uma punição para Simões.

Simões, foi afastado do cargo que exercia na Administração. Suas terras foram invadidas e saqueadas, onde Silvestre foi posto em fuga para o norte da Ibéria.

Simões, foi preso. Em cárcere, um anjo apareceu a ele e anunciou: ``De suas dores, nascerá um reino no Norte da Ibéria; e que desse reino, iria ser resgatado a promessa da terra prometida. E que desse reino, sairia um reino muito poderoso no Sul da Terra e que o Evangelho de Moisés, seria resgatado através do Criador''.

Continuou: "Que o próprio criador, iria fazer com suas próprias mãos, a transferência de sabedoria para o Reino do Sul. E que seria a terra de Santa Cruz."

Quando o anjo apareceu, também disse: que o Criador iria voltar, mas antes iria buscar e salvar as ovelhas perdidas de Israel; mas que haveria grande perseguição aos que guardassem os mandamentos do Criador.

Simões, aliviado, agradeceu-o e jejuou naquele dia.

 

O Louvor de Simões

Louvai ao Senhor, o Deus de Adão, de Sete, de Enos.

Louvado seja a Sombra do Onipotente.

Louvai ao Senhor, o Deus de Noé, Sem, Terá.

Louvai ó Jeová, refúgio confiável dos céus.

Louvai ao Senhor, o Deus de Abrão, Naor e Haram.

No altíssimo fizeste a vossa morada.

Louvai ao Senhor, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Todos os anjos dos céus, nos dará fôlego por muitos dias.

Louvai ao Senhor, o Deus de José, Manassés e Efraim.

Louvai o Senhor que nos pusestes nas alturas,

Louvai ao Senhor, o Deus de Josué, o Oséias, àquele que foi buscar Moisés do Exílio.

Toda honra e glória para o nome do Criador.

Louvai ao Senhor, o Deus de Débora e Gideão.

 

 

 

 A Oração de Simões

Éramos 40.500 homens; mesmo assim, fomos derrotados e expulsos de nossa terra.

Fomos nós que conquistamos Canaã, mesmo assim, nós perdemos a batalha espiritual.

Ó Senhor, tu prometeste que dá semente de Adão, haveria de vir o Salvador.

Quando o tirano rei de Siquém, mandou matar todos os príncipes da Casa de Jerubaal, da Tribo de Manassés, nos trilhaste para o Egito novamente; nos protegeu do Faraó e dos reis de Cuxe, de Axum e da Núbia.

Louvai o Senhor, Deus de todas as nações.

Peregrinamos nós pelo deserto; como bom pastor, nos guiou.

Fomos salvos por homens que adoravam o mesmo Deus, mas que eram de pele escura como alguns de nós e moravam no deserto; 

Louvai o Senhor, que nos refrigerou nossas almas.

Fomos salvos pelos homens da casa de Buz e Ismael. Encontramos o canal quando éramos escoltados por um exército, montado em camelos até que chegamos no fim do mundo, no porto seguro.

 

 

A súplica a Deus, por Simões

Mas até aqui Senhor, tu nos tens dado vitória, prosperidade e muita alegria.

Mas Senhor, desde que o forasteiro chegou nesse lugar, a ordem do dia foi modificada.

Me revela Senhor, quem os trouxe aqui; para quê veio neste lugar?

Pois o fardo que esse homem trouxe, é duro; pesado. Não sei se vou suportar todas as dores e angústia.

Perdi o apoio do Soberano; me tornou mau aos olhos dos Druidas e o que mais Senhor, terei que passar?

Naquela noite, o Senhor revelou que das suas dores, haveria de nascer um reino poderoso no Sul da terra.

 

A Revelação de Silvestre 

Disse Silvestre a Simões. Do lugar onde vim, há muitos rios; pássaros; animais de todos os tipos e cores.

Do lugar onde saí, há muitos povos. Estão todos em guerra. Há um deles, que mata as crianças de outras tribos.

Os povos não se entendem mais. As moças de uma tribo não se dão mais com os jovens de outra tribo.

Foi por isso que fugi; eu e minha casa. 

Éramos felizes na Selva. Morávamos na montanha da Neblina. Até que um dia, a sentinela apareceu e nos disse que um povo litorâneo do Sul, vinha em direção à Montanha, para tomar o filho do Chefe do Clã.

Como Silva era menino de dois anos e eu Silvestre era o chefe, logo tive que fugir.

A anciã da nossa tribo nos disse: há um lugar no meio da terra que os nossos parentes lá se abrigaram; é na terra das oliveiras, no Monte da Cruz, no Grande Porto.

 

 Aparição do Anjo das Boas Novas

Era inverno naqueles dias. E o sol brilhava nos dias normalmente. Os pássaros cantavam e granjeavam. As colheitas eram fartas; mas houve um dia em que o sol se apagou, por um tempo.

O pavor foi tanto dos despreparados que enquanto durou a falta da luz do sol, a hora também parou. 

Naquele momento, os amigos de Simões e Silvestre, lembraram das promessas feitas a seus ancestrais na festa da Páscoa; rememoram o Deus de Jacó, de Isaque e de Abraão. Também lembraram o quão José foi amado por Jacó, por guardar a promessa do Criador.

Enquanto o povo sofria de pavor; os filhos de Efraim e Manassés, estavam em casa de Simões, que era usada em encontros. Nesse dia, um anjo apareceu e disse: "O Salvador ressuscitou dos mortos; e ele diz a vós: ide, pregai o Evangelho aos quatro cantos da terra."

 

A promessa de Deus não falha

Um certo dia houve um decreto dos governantes. 

Um dos tratados era que, todas as terras não ocupadas por Celta seriam confiscadas pelo então governante.

Muitos perderam suas posses e foram a casa de Simões, o justo.

Simões foi ao Inquisidor e rogou que os que tiveram as terras confiscadas, tivessem o direito de ir para as terras mais ao norte. Houve o consentimento, após longa negociação de noventa dias.

Um dia após, veio um aviso de um mago, alertando que se eles fossem para onde pretendiam ir, eles iriam ser amaldiçoados com uma praga.

No caminho, ao chegar perto do local de onde veio a ameaça, fizeram ali tendas.

Era na época das festas das tendas; música e tambores, ecoaram da Montanha.

Os locais, assustados e cheios de embriaguez, foram perturbados por uma estranha ideia de invasão.

Após sete dias de festas, Simões e seus servos foram até o local para anunciar a permissão do Soberano, que lhes autoriza a viver naquelas terras.

Ao chegar na cidade, avistaram todos os habitantes daquele lugar, mortos.

Havia uma idosa que ficava na porta da cidade e que não enxergava; mas que ao sentir a presença de Simões, a mesma começou a enxergar. E ela contou que ouviu choro e lamentações; e que aos poucos não se ouvia mais nada.

Ao ver tudo aquilo, os corpos e disse, "eu ouvi eles dando os últimos gritos".

Simões voltou às tendas e contou o acontecido; todos foram ajudar Simões a remover os corpos e tirar a impureza da cidade.

 

 A promessa do Reino da Cruz

Passados uns dias, houve os preparativos para a Festa do Barulho. 

Tambores e berrantes, eram usados nas festas.

Os tambores eram de madeira encapada com pele de carneiro e os berrantes, eram feitos de chifre de carneiros.

No meio da festa, veio um exército que se identificaram como enviados dos moradores da cidade vizinha e lhes ordenaram que a festa cessasse, sob pena de morte e aniquilação de todos. Pois o barulho iria perturbar o sono dos antigos espíritos que descansavam no vale do ouro.

Simões e seu grupo, entre eles Silva, obedeceram a ordem do exército mercenário, onde seus membros eram de aparência semelhante aos homens do deserto.

No dia seguinte, o Exército retornou e interrogou Silva a respeito do barulho; onde foi explicado que era uma tradição da tribo de Simões, o Justo.

Naquele instante, desceu de um cavalo imponente; um líder e foi dizendo que ao retornar a cidade vizinha para buscar a recompensa do contrato de seu exército mercenário e ao chegar lá, a cidade estava totalmente vazia.

E que estavam eles com a pilhagem recolhida do local e foi oferecida a Simões, a terça parte da pilhagem.

Entre as pilhagens, haviam ouro, prata e cobre.

Todo aquele tesouro foi empregado na Escola de Navegação Marítima, dirigida por Seixas e Sena.

 

A salvação de Simões da fogueira 

Simões, o justo foi chamado pelo Soberano a respeito do tesouro da cidade saqueada.

Simões, como era justo, levou ao Soberano a décima parte do tesouro a ele entregue pelos estrangeiros.

O Soberano, foi aconselhado pelos Conselheiros druidas a matar Simões. Que Simões, conspirava contra o soberano. 

Os conselheiros não sabiam que Simões havia pago a décima parte para o soberano e foram se queixar novamente com o Soberano, pelo fato de Simões não ter sido morto.

Os conselheiros conspiraram com os Visigodos em troca da morte de Simões. O Soberano foi deposto e um outro Soberano assumiu o trono.

O novo Soberano manteve todos os druidas que trabalhavam antes ao Soberano deposto na Administração da corte.

Os druidas encontram uma maneira de incriminar Simões, o Justo. Eles disseram ao Soberano que Simões, tinha práticas estranhas a uma divindade que havia ressuscitado e que ele anunciava aos demais que era o próprio filho do Criador que havia passado pela terra e havia sido crucificado.

Na data da morte marcada para ser na grande fogueira central, houve um temporal que durou sete dias.

Junto com Simões, estavam todos os construtores com ele, para serem mortos na fogueira em praça pública.

Silva, filho de Silvestre, lembrou dos dias de seu pai. Que Simões teve misericórdia com sua família. Fazendo deles uma família próspera e poderosa.

Silva, havia sido deslocado para auxiliar o Soberano.

No segundo dia, o Soberano avistou seu auxiliar de joelhos e suplicando para os céus, em um dos quartos do Palácio. O Soberano indaga Silva e ele diz que seu grande amigo, haveria de morrer, pois ele havia cometido crimes contra o palácio.

Assim que o temporal passou; o exército acampado para promover a queima dos rebeldes em praça pública, ficaram todos atônitos quando do cárcere saiu um anunciando: "que veio um ser alto, com asas e com espadas de 5 metros de tamanho e que com um leve toque havia soltado Simões e seus amigos".

 

 A vitória do resiliente - os que confiam no Deus do alto

Já seguros da morte, os resilientes decidiram ir então para a terra de Silvestre: a Selva.

Silva, no comando, capitaneou uma embarcação movida a vento, tendo panos como mastros.

Ao chegar na Selva, foram saudados pelos nativos e acolhidos pelos povos. Os povos acolhedores tinham costumes pagão, alguns adoravam o sol e a chuva, mas outros adoravam o Grande Espírito.

Simões e Silva, lembravam das vitórias conquistadas com a ajuda do Criador e foi avistado por eles, uma luminosidade que os dizia: pegue suas tendas e famílias e vá para o Sul. Suba o leito do rio do Sertão e vá para as montanhas. A montanha escolhida tinha duas nascentes: uma nascia para o lado de baixo, ao Sul e outra direcionava para o norte.

Celebraram o sábado em memória do Criador. Celebram o refúgio celestial. Sem esquecer que sempre estiveram em cativeiro; sem esquecer que o Salvador um dia virá para libertar seu povo.

E viveram até os fins de suas vidas, confinados em um mundo que não era o seu, mas que seria o lugar de nome de Grande Reino do Sul.