A primeira história de Silvestre, o lenhador fugitivo
Havia um homem, nomeado de Silvestre, que um dia chegou em um porto, na
Ibéria.
Isso remonta à época anterior à ressurreição do filho do Grande
Espírito, Deus Jeová.
Esse homem se estabeleceu no Reino da Ibéria; e naquela época, não havia
um soberano nacional e sim, clãs.
Silvestre, como patriarca, chegou com sua esposa e seus filhos. Haviam
parentela entre eles.
Com o tempo se estabeleceram; e sua família tornou-se numerosa.
Com a vinda do Império Romano, essa família foi pulverizada na sociedade
e dentre eles haviam os que acompanhavam a elite.
Com isso, surgiu o Censo de César no Império Romano.
A necessidade de Censo, é uma prova que povos de lugares desconhecidos
chegaram nos domínios do Império.
Então, a descendência de Silvestre foi dividida.
Entre eles, os remanescentes de Silvestre.
A projeção: os remanescentes
Entre eles, Silva se destacou.
Silva era um homem temente a Deus.
Silva se casou com Ana Maria da Serra.
Silva, era filho de Silvestre.
Silvestre, era filho de Silveira.
Silva foi pai de Silvano, e avô de Siqueira.
Silvano, guardou os mandamentos de Silva, Silvestre e Silveira.
A ramificação: os primos de Silvestre
Simões era um homem justo. Foi ele que acolheu Silvestre na chegada ao
porto. Simões preparou uma grande festa, ao estilo da recepção feita ao filho
que a casa retornou.
Simões, junto com Sena e Seixas, intercederam aos poderosos Druidas a
dar asilo a Silvestre, que chega sem mantimentos; sem especiarias e sem peixes.
A fuga de Silvestre, alarmou seu reconhecimento como homem de bem.
Simões, protegeu o fugitivo.
Simões não sabia de onde vinha Silvestre.
Silvestre, dizia que vinha da Selva; onde o sol não raiava como raiava
na Ibéria, não muito forte, porém visível. Ao contrário dali, na Selva era
muito quente e úmido; e que não se via o sol, pois as árvores eram como os
gigantes.
A recompensa: Deus promete a Simões, o galardão
Simões, enfrenta grandes e violentos ataques em suas propriedades. Ao
proteger o forasteiro, estaria conspirando contra o Ancião da Cidade. O Ancião
da cidade, trazia uma aparência Celta, com veneração à mãe natureza.
O Ancião da cidade soube pelos acusadores que Silvestre afirmava que ele
sim, conhecia as Florestas.
Os druidas furiosos com a história que Silvestre relatava, exigiram do
Ancião, uma punição para Simões.
Simões, foi afastado do cargo que exercia na Administração. Suas terras
foram invadidas e saqueadas, onde Silvestre foi posto em fuga para o norte da
Ibéria.
Simões, foi preso. Em cárcere, um anjo apareceu a ele e anunciou: ``De
suas dores, nascerá um reino no Norte da Ibéria; e que desse reino, iria ser
resgatado a promessa da terra prometida. E que desse reino, sairia um reino
muito poderoso no Sul da Terra e que o Evangelho de Moisés, seria resgatado
através do Criador''.
Continuou: "Que o próprio criador, iria fazer com suas próprias
mãos, a transferência de sabedoria para o Reino do Sul. E que seria a terra de
Santa Cruz."
Quando o anjo apareceu, também disse: que o Criador iria voltar, mas
antes iria buscar e salvar as ovelhas perdidas de Israel; mas que haveria
grande perseguição aos que guardassem os mandamentos do Criador.
Simões, aliviado, agradeceu-o e jejuou naquele dia.
O Louvor de Simões
Louvai ao Senhor, o Deus de Adão, de Sete, de Enos.
Louvado seja a Sombra do Onipotente.
Louvai ao Senhor, o Deus de Noé, Sem, Terá.
Louvai ó Jeová, refúgio confiável dos céus.
Louvai ao Senhor, o Deus de Abrão, Naor e Haram.
No altíssimo fizeste a vossa morada.
Louvai ao Senhor, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Todos os anjos dos céus, nos dará fôlego por muitos dias.
Louvai ao Senhor, o Deus de José, Manassés e Efraim.
Louvai o Senhor que nos pusestes nas alturas,
Louvai ao Senhor, o Deus de Josué, o Oséias, àquele que foi buscar
Moisés do Exílio.
Toda honra e glória para o nome do Criador.
Louvai ao Senhor, o Deus de Débora e Gideão.
A Oração de Simões
Éramos 40.500 homens; mesmo assim, fomos derrotados e expulsos de nossa
terra.
Fomos nós que conquistamos Canaã, mesmo assim, nós perdemos a batalha
espiritual.
Ó Senhor, tu prometeste que dá semente de Adão, haveria de vir o
Salvador.
Quando o tirano rei de Siquém, mandou matar todos os príncipes da Casa
de Jerubaal, da Tribo de Manassés, nos trilhaste para o Egito novamente; nos
protegeu do Faraó e dos reis de Cuxe, de Axum e da Núbia.
Louvai o Senhor, Deus de todas as nações.
Peregrinamos nós pelo deserto; como bom pastor, nos guiou.
Fomos salvos por homens que adoravam o mesmo Deus, mas que eram de pele
escura como alguns de nós e moravam no deserto;
Louvai o Senhor, que nos refrigerou nossas almas.
Fomos salvos pelos homens da casa de Buz e Ismael. Encontramos o canal
quando éramos escoltados por um exército, montado em camelos até que chegamos
no fim do mundo, no porto seguro.
A súplica a Deus, por Simões
Mas até aqui Senhor, tu nos tens dado vitória, prosperidade e muita
alegria.
Mas Senhor, desde que o forasteiro chegou nesse lugar, a ordem do dia
foi modificada.
Me revela Senhor, quem os trouxe aqui; para quê veio neste lugar?
Pois o fardo que esse homem trouxe, é duro; pesado. Não sei se vou
suportar todas as dores e angústia.
Perdi o apoio do Soberano; me tornou mau aos olhos dos Druidas e o que
mais Senhor, terei que passar?
Naquela noite, o Senhor revelou que das suas dores, haveria de nascer um
reino poderoso no Sul da terra.
A Revelação de Silvestre
Disse Silvestre a Simões. Do lugar onde vim, há muitos rios; pássaros;
animais de todos os tipos e cores.
Do lugar onde saí, há muitos povos. Estão todos em guerra. Há um deles,
que mata as crianças de outras tribos.
Os povos não se entendem mais. As moças de uma tribo não se dão mais com
os jovens de outra tribo.
Foi por isso que fugi; eu e minha casa.
Éramos felizes na Selva. Morávamos na montanha da Neblina. Até que um
dia, a sentinela apareceu e nos disse que um povo litorâneo do Sul, vinha em
direção à Montanha, para tomar o filho do Chefe do Clã.
Como Silva era menino de dois anos e eu Silvestre era o chefe, logo tive
que fugir.
A anciã da nossa tribo nos disse: há um lugar no meio da terra que os
nossos parentes lá se abrigaram; é na terra das oliveiras, no Monte da Cruz, no
Grande Porto.
Aparição do Anjo das Boas Novas
Era inverno naqueles dias. E o sol brilhava nos dias normalmente. Os
pássaros cantavam e granjeavam. As colheitas eram fartas; mas houve um dia em
que o sol se apagou, por um tempo.
O pavor foi tanto dos despreparados que enquanto durou a falta da luz do
sol, a hora também parou.
Naquele momento, os amigos de Simões e Silvestre, lembraram das
promessas feitas a seus ancestrais na festa da Páscoa; rememoram o Deus de
Jacó, de Isaque e de Abraão. Também lembraram o quão José foi amado por Jacó,
por guardar a promessa do Criador.
Enquanto o povo sofria de pavor; os filhos de Efraim e Manassés, estavam
em casa de Simões, que era usada em encontros. Nesse dia, um anjo apareceu e
disse: "O Salvador ressuscitou dos mortos; e ele diz a vós: ide, pregai
o Evangelho aos quatro cantos da terra."
A promessa de Deus não falha
Um certo dia houve um decreto dos governantes.
Um dos tratados era que, todas as terras não ocupadas por Celta seriam
confiscadas pelo então governante.
Muitos perderam suas posses e foram a casa de Simões, o justo.
Simões foi ao Inquisidor e rogou que os que tiveram as terras
confiscadas, tivessem o direito de ir para as terras mais ao norte. Houve o
consentimento, após longa negociação de noventa dias.
Um dia após, veio um aviso de um mago, alertando que se eles fossem para
onde pretendiam ir, eles iriam ser amaldiçoados com uma praga.
No caminho, ao chegar perto do local de onde veio a ameaça, fizeram ali
tendas.
Era na época das festas das tendas; música e tambores, ecoaram da
Montanha.
Os locais, assustados e cheios de embriaguez, foram perturbados por uma
estranha ideia de invasão.
Após sete dias de festas, Simões e seus servos foram até o local para
anunciar a permissão do Soberano, que lhes autoriza a viver naquelas terras.
Ao chegar na cidade, avistaram todos os habitantes daquele lugar,
mortos.
Havia uma idosa que ficava na porta da cidade e que não enxergava; mas
que ao sentir a presença de Simões, a mesma começou a enxergar. E ela contou
que ouviu choro e lamentações; e que aos poucos não se ouvia mais nada.
Ao ver tudo aquilo, os corpos e disse, "eu ouvi eles dando os
últimos gritos".
Simões voltou às tendas e contou o acontecido; todos foram ajudar Simões
a remover os corpos e tirar a impureza da cidade.
A promessa do Reino da Cruz
Passados uns dias, houve os preparativos para a Festa do Barulho.
Tambores e berrantes, eram usados nas festas.
Os tambores eram de madeira encapada com pele de carneiro e os
berrantes, eram feitos de chifre de carneiros.
No meio da festa, veio um exército que se identificaram como enviados
dos moradores da cidade vizinha e lhes ordenaram que a festa cessasse, sob pena
de morte e aniquilação de todos. Pois o barulho iria perturbar o sono dos
antigos espíritos que descansavam no vale do ouro.
Simões e seu grupo, entre eles Silva, obedeceram a ordem do exército
mercenário, onde seus membros eram de aparência semelhante aos homens do
deserto.
No dia seguinte, o Exército retornou e interrogou Silva a respeito do
barulho; onde foi explicado que era uma tradição da tribo de Simões, o Justo.
Naquele instante, desceu de um cavalo imponente; um líder e foi dizendo
que ao retornar a cidade vizinha para buscar a recompensa do contrato de seu
exército mercenário e ao chegar lá, a cidade estava totalmente vazia.
E que estavam eles com a pilhagem recolhida do local e foi oferecida a
Simões, a terça parte da pilhagem.
Entre as pilhagens, haviam ouro, prata e cobre.
Todo aquele tesouro foi empregado na Escola de Navegação Marítima,
dirigida por Seixas e Sena.
A salvação de Simões da fogueira
Simões, o justo foi chamado pelo Soberano a respeito do tesouro da
cidade saqueada.
Simões, como era justo, levou ao Soberano a décima parte do tesouro a
ele entregue pelos estrangeiros.
O Soberano, foi aconselhado pelos Conselheiros druidas a matar Simões.
Que Simões, conspirava contra o soberano.
Os conselheiros não sabiam que Simões havia pago a décima parte para o
soberano e foram se queixar novamente com o Soberano, pelo fato de Simões não
ter sido morto.
Os conselheiros conspiraram com os Visigodos em troca da morte de
Simões. O Soberano foi deposto e um outro Soberano assumiu o trono.
O novo Soberano manteve todos os druidas que trabalhavam antes ao
Soberano deposto na Administração da corte.
Os druidas encontram uma maneira de incriminar Simões, o Justo. Eles
disseram ao Soberano que Simões, tinha práticas estranhas a uma divindade que
havia ressuscitado e que ele anunciava aos demais que era o próprio filho do
Criador que havia passado pela terra e havia sido crucificado.
Na data da morte marcada para ser na grande fogueira central, houve um
temporal que durou sete dias.
Junto com Simões, estavam todos os construtores com ele, para serem
mortos na fogueira em praça pública.
Silva, filho de Silvestre, lembrou dos dias de seu pai. Que Simões teve
misericórdia com sua família. Fazendo deles uma família próspera e poderosa.
Silva, havia sido deslocado para auxiliar o Soberano.
No segundo dia, o Soberano avistou seu auxiliar de joelhos e suplicando
para os céus, em um dos quartos do Palácio. O Soberano indaga Silva e ele diz
que seu grande amigo, haveria de morrer, pois ele havia cometido crimes contra
o palácio.
Assim que o temporal passou; o exército acampado para promover a queima
dos rebeldes em praça pública, ficaram todos atônitos quando do cárcere saiu um
anunciando: "que veio um ser alto, com asas e com espadas de 5 metros
de tamanho e que com um leve toque havia soltado Simões e seus amigos".
A vitória do resiliente - os que confiam no Deus do alto
Já seguros da morte, os resilientes decidiram ir então para a terra de
Silvestre: a Selva.
Silva, no comando, capitaneou uma embarcação movida a vento, tendo panos
como mastros.
Ao chegar na Selva, foram saudados pelos nativos e acolhidos pelos
povos. Os povos acolhedores tinham costumes pagão, alguns adoravam o sol e a
chuva, mas outros adoravam o Grande Espírito.
Simões e Silva, lembravam das vitórias conquistadas com a ajuda do
Criador e foi avistado por eles, uma luminosidade que os dizia: pegue suas
tendas e famílias e vá para o Sul. Suba o leito do rio do Sertão e vá para as
montanhas. A montanha escolhida tinha duas nascentes: uma nascia para o lado de
baixo, ao Sul e outra direcionava para o norte.
Celebraram o sábado em memória do Criador. Celebram o refúgio celestial.
Sem esquecer que sempre estiveram em cativeiro; sem esquecer que o Salvador um
dia virá para libertar seu povo.
E viveram até os fins de suas vidas, confinados em um mundo que não era
o seu, mas que seria o lugar de nome de Grande Reino do Sul.