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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O DNA da Justiça: De Josué ao Brasil Contemporâneo

 

O DNA da Justiça: De Josué ao Brasil Contemporâneo
A liderança de Josué na transição para a Terra Prometida introduziu uma das reformas institucionais mais revolucionárias da antiguidade: a descentralização e delegação da justiça. Diante do desafio de governar uma nação fragmentada em doze tribos, Josué consolidou um sistema onde o julgamento não dependia de uma única figura centralizada. O maior símbolo dessa revolução foi a consolidação das Cidades de Refúgio (historicamente seis locais estratégica e geograficamente distribuídos: Quedes, Siquém, Hebrom, Bezer, Ramote e Golã). Essas cidades funcionavam como um mecanismo de proteção legal e direito de defesa, garantindo que um indivíduo acusado de homicídio involuntário não fosse executado por vingança antes de passar por um julgamento justo perante a comunidade.
Esse modelo de justiça delegada e a organização administrativa estratégica — que também remete à sabedoria de José como Governador do Egito, responsável por planejar e gerenciar os recursos de toda uma nação — parecem refletir diretamente na identidade institucional do Brasil contemporâneo.
O Brasil herdou um "DNA" de profunda dependência e fortalecimento das estruturas de direito, transformando-se em uma verdadeira nação de juízes. Esse fenômeno manifesta-se por meio da hiperjudicialização da sociedade. No cenário brasileiro, a busca pelo amparo jurídico ultrapassou os limites tradicionais dos grandes conflitos e passou a moldar o cotidiano dos cidadãos.
A judicialização no país é tão capilarizada que se estende:
  • Da esfera microbásica: Discussões de consumo cotidianas, como a qualidade ou o preço de um simples pãozinho de padaria.
  • À esfera macroestrutural: Grandes debates políticos, onde propostas de governo, reformas econômicas e políticas públicas são constantemente questionadas, travadas ou moldadas nos tribunais superiores.
Assim como o povo de Israel precisou de cidades de refúgio e de magistrados locais para organizar sua nova sociedade jurídica, o Brasil moderno se estruturou em torno de um Poder Judiciário fortificado e onipresente. A busca pela mediação legal tornou-se o principal pilar de resolução de conflitos, mostrando que o ímpeto de estruturar a vida civil sob o manto da lei e da contestação judicial continua sendo uma força motriz na cultura do país.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

O Sistema Revolucionário de Josué: A Justiça Delegada

 

A intersecção entre a história bíblica e o panorama social brasileiro revela paralelos profundos sobre como os povos estruturam seus sistemas de direito e ordem. O Brasil contemporâneo reflete, de forma hipertrofiada, o "DNA" de liderança de Josué e a capacidade administrativa de José do Egito, manifestando-se como uma autêntica "nação de juízes" moldada pela judicialização extrema da vida cotidiana. No entanto, historicamente, o sistema revolucionário estabelecido no livro de Josué possuía nuances estruturais específicas destinadas a descentralizar o poder. 
O Sistema Revolucionário de Josué: A Justiça Delegada
Na transição para a Terra Prometida, o povo de Israel enfrentou o desafio de estabelecer uma ordem jurídica em um território vasto, superando a tradição primitiva da vingança de sangue ("olho por olho"). Sob a liderança de Josué, consolidou-se um modelo de justiça delegada.
A grande inovação desse período foi a implementação das cidades de refúgio. Embora o conceito tenha sido idealizado por Moisés, foi Josué quem o executou na prática, demarcando estrategicamente seis cidades (e não apenas cinco) distribuídas geograficamente de forma equitativa pelos dois lados do Rio Jordão:
  • A oeste do Jordão: Quedes, Siquém e Hebrom.
  • A leste do Jordão: Bezer, Ramote e Golã.
Esse sistema era revolucionário porque retirava o poder de punir das mãos de justiceiros isolados. O cidadão que cometia um homicídio involuntário (culposo) podia fugir para essas localidades, onde o julgamento era delegado aos anciãos e magistrados locais na porta da cidade. Era o embrião do devido processo legal e das garantias fundamentais. 
O DNA de José e Josué no Brasil Contemporâneo
A herança espiritual e de governança dessas figuras bíblicas opera no Brasil através de duas forças complementares:
  • O DNA de José (O Governador): Representa a centralização burocrática, a gestão de crises estruturais e a criação de grandes repartições regulatórias para gerenciar a escassez e o planejamento do Estado.
  • O DNA de Josué (O Conquistador/Juiz): Representa a necessidade de estabelecer regras rígidas, demarcar limites institucionais e submeter disputas territoriais e civis à chancela de autoridades legais.
A Nação de Juízes e a Hiperjudicialização
No Brasil, essa herança manifesta-se no fenômeno da judicialização total. Assim como o antigo Israel necessitava de magistrados levitas espalhados por todo o território para pacificar os conflitos, o Brasil transformou o Poder Judiciário no árbitro supremo da sociedade.
O país estruturou uma "nação de juízes fortificados" onde o diálogo social cedeu espaço ao litígio. Essa característica se desdobra em todas as esferas da vida nacional:
  • Microdisputas do cotidiano: Conflitos simples e banais — desde a qualidade ou o preço de um pãozinho na padaria até desavenças de vizinhança — tornam-se imediatamente processos judiciais em juizados especiais.
  • Macrodisputas políticas: Propostas de governo, reformas macroeconômicas, decretos do Poder Executivo e leis votadas pelo Congresso Nacional raramente são decididas apenas no campo do debate político. Quase todas as grandes decisões do país passam pelo escrutínio e questionamento dos tribunais superiores, que dão a palavra final sobre o destino da nação.
Essa busca incessante por um "refúgio legal" para qualquer insatisfação cotidiana demonstra que, se por um lado o Brasil construiu um sistema de garantias robusto, por outro, tornou-se dependente da tutela jurídica. A sociedade brasileira, impulsionada por esse DNA histórico de busca por juízes e governadores, acabou por transferir a responsabilidade das decisões políticas, sociais e cotidianas para os balcões dos tribunais.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

A Diáspora Efraimita

 

1. A Linhagem de Calebe e o Direito a Hebrom
  • A herança de Hebrom: Calebe recebeu Hebrom por herança em troca de sua conquista.
  • A origem de Calebe: Assim como Josué, Calebe era efraimita. A natureza efraimita carrega a miscigenação nas veias: Calebe era filho de uma judia com um membro de uma tribo amiga do "Rei Abraão", na era da dinastia de Melquisedeque.
  • O direito territorial: Por direito, os efraimitas são os verdadeiros donos do Monte de Hebrom (ou de toda a região de Hebrom). No entanto, foram escorraçados de Israel com o apoio dos judeus e dos benjamitas.
2. A Tribo de Benjamim e a Sede de Poder
  • A busca pelo controle: Os benjamitas sempre demonstraram sede de poder. Essa influência se estendeu historicamente: o edomita Herodes, por exemplo, também era um benjamita.
  • Ramificações e descendência: Os libaneses atuais são uma mistura de povos (fenícios, gregos, romanos) e, no passado remoto, de benjamitas.
  • Líderes benjamitas proeminentes:
    • Saul, o primeiro rei de Israel.
    • Paulo de Tarso (Saulo ou Shaul), o grande precursor do Cristianismo.
3. A Rivalidade Histórica: José (Efraim) vs. Judá e Benjamim
  • A questão da primogenitura: Essa disputa não é nova. Enquanto José, pai de Efraim, era tido como morto, a primogenitura não pertencia a Rúben, mas sim a Benjamim. No Egito, descobriu-se que José estava vivo e era o primogênito por designação divina natural, já que, como Patriarca, salvou sua família.
  • O status de José: A salvação que trouxe fez de José o Patriarca preferido não apenas de Jacó, mas também de Deus. Inclusive, o Salvador Messias teve como pai um homem chamado José, um nome de origem efraimita.
  • A aliança entre Judá e Benjamim: Desde o Egito, quando Judá salvou Benjamim, essas duas tribos se uniram. Essa ligação se estendeu por laços familiares antigos; todo benjamita tinha um parente judeu.
4. A Ascensão de Efraim e a Queda do Reino do Norte
  • O legado: O corpo de José foi venerado em procissão e levado a Canaã, deixando um legado hebraico-egípcio. Israel tornou-se poderoso, e a tribo de Efraim sempre esteve na linha de frente.
  • Davi e a monarquia: Davi, um judeu com laços efraimitas, bandeou-se para a casa real de Saul. Anos após a morte de Saul, Davi foi proclamado o Grande Rei pelos reis de Israel.
  • A divisão e a traição assíria: Após a divisão entre os reinos do Sul (Judá) e do Norte (Israel/Efraim), o reino de Judá rivalizava em força com Efraim. Isso despertou a ira dos benjamitas infiltrados em Judá. A rivalidade culminou no momento em que o Rei de Judá subornou o rei da Assíria para destruir o Reino do Norte, gerando uma verdadeira perseguição aos efraimitas.
5. As Riquezas de Jerusalém e a Grandesa de Samaria
  • O cerco de Senaqueribe: Quando o rei assírio Senaqueribe exigiu mais dinheiro, o rei judeu Ezequias mostrou suas finanças aos caldeus. Estes já tinham a intenção prévia de sondar Judá, sabendo que o reino havia financiado a Assíria no passado — razão pela qual Senaqueribe desejava tanto Jerusalém.
  • A passagem pelo Norte: Para invadir Jerusalém, Senaqueribe teve que passar pelo norte de Israel, que já estava devastado. Apesar disso, o norte era vital: na época de Samaria, a região rivalizava com a própria Roma em grandeza.
6. A Diáspora Efraimita e a Conexão com o Brasil
  • A dispersão global: Com a invasão, parte dos efraimitas foi para Nínive. Outros migraram para a Gália, Ibéria, Sudão, Egito e Líbia.
  • As rotas marítimas e o Brasil: Grupos de efraimitas chegaram ao Brasil quando a terra ainda era desconhecida, mas já exportava ouro, macacos e outros produtos para o comércio mundial. As caravanas do Rei Salomão que aportavam em Társis eram majoritariamente compostas por marinheiros efraimitas. Esse sangue navegador se manifestou 2.000 anos depois, quando os portugueses dominaram as rotas marítimas mundiais.
  • A chegada dos judeus: Ao se descobrir que remanescentes de Efraim habitavam as ilhas do Brasil, judeus de todas as partes migraram para cá.
7. O Cenário Atual e Belém como Capital Espiritual
  • Liderança mundial: Hoje, a maior nação efraimita possui um líder que, independentemente de quem seja, assume o papel de homem mais importante do mundo.
  • Geografia sagrada no Brasil: Se Brasília é a capital administrativa do país, Belém é a nossa verdadeira capital espiritual. Fica o convite: seja um evangélico e visite Belém do Pará!
Vejam 

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Quando o povo israelita com Jesus se consertar

​
O Castigo de Israel

1ª Parte
Não é castigo o que vem ocorrendo?
Ter que usar dinheiro de impostos para fazer guerra.
Esse castigo só terá fim, quando o povo israelita com Jesus se consertar.
O Israel de hoje é muito semelhante ao Israel de Herodes.
Longe de ser a Israel de Josué, Saul ou de David.
A Israel de hoje é tão próspera quanto a Israel de Acabe.
Por mais ruim que Acabe fosse, por ser de Israel, ele foi abençoado.
Agora, o castigo é justamente por eles acharem que pelo fato da bandeira ser azul, ter uma estrela de renfã em sua flâmula e guardar o sábado, por ser suficiente para agradar o Santo Deus que um dia colocou Jacó em Canaã; que recolocou Josué em Canaã e que pelas mãos de Efraim, voltou ter soberania após 1949, na ONU.
Por isso, a terra é Santa!
Será que o povo que lá está, é santo?

2ª Parte
Não é uma cilada cair em guerra com os cães?
Ter que tirar das mulheres e criancinhas, para conter os cães que ladram.
A Jerusalém de hoje é muito distante da Jerusalém propagada por Herodes.
Longe de ser a Jerusalém desejada e sim, a terra que mata os profetas.
A Jerusalém de hoje é tão dividida como a Jerusalém de David.
Por mais bom que David fosse, por ser Jerusalém de Jebus, ela continua matando os profetas.
Agora, o castigo é justamente por eles acharem que pelo fato de seu Estado se chamar Israel, pisar no Neguebe como se fosse um jardim e dialogar com os princípios do paganismo, como se isso fosse o suficiente para agradar o Santo Deus que um dia os protegeu do Egito, da Babilônia e de muitos outros; e que pelas forças de Manassés, voltou a ser respeitado perante o Mundo.
Por isso, a terra é Santa!
Será que o povo que lá está, é santo?

3ª Parte
Não é abuso o que vem ocorrendo?
Ter que usar a memória de Sião para justificar a guerra.
Esse abuso só terá fim, quando o povo israelita com Jesus dialogar.
O Estado de hoje é muito semelhante ao Estado na época de Herodes.
Longe de ser um Estado líder, como foi na época de David.
O Estado de hoje é tão odiado quanto ao reinado de Acabe.
Por mais ruim que o rei fosse, por ser um rei, era abençoado.
Agora, o castigo é justamente por ele não ter pensado no povo, por levar a cabo a pauta que não venceu a eleição e colocar a legitimidade em dúvida perante as nações vizinhas e que, pelas mãos de Elão, vem sofrendo um terror psicológico com os semitas que estão além do rio Eufrates.
Por isso, a terra é Santa!
Será que o rio que lá está, purifica?

4ª Parte
Não seria sensato colocar os cães e suas matilhas próximos a ração?
Ter que dizer ao mundo que matou as mulheres e criancinhas, por causa de um cachorro.
A cidade de hoje é muito distante da cidade destruída pelos romanos.
Longe de ser vazia e sim muito desejada, a terra santificada pela cúpula de ferro.
A Jerusalém de hoje é tão fortificada como a Jerusalém de David.
Por mais bom que Tel Aviv seja, os Jebus não aceitam que Dã julgue Israel.
Agora, o castigo é justamente por vocês acharem que pelo fato de estarem em Canaã, dividir com Ismael a capital e ser dependente de Jafé, como se isso fosse o suficiente para poder habitar na tenda vendida por Sem; e que pela vingança de Edom, o mundo se curvará perante a santidade vermelha.
Por isso, a terra é Santa!
Será que o povo que lá está, é santo?

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Gileade

 

E metade de Gileade, e Astarote, e Edrei, cidades do reino de Ogue em Basã, deu aos filhos de Maquir, filho de Manassés, a saber, à metade dos filhos de Maquir, segundo as suas famílias.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Além do Jordão

 

E tudo quanto fez aos dois reis dos amorreus, que estavam além do Jordão, a Siom rei de Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que estava em Astarote.

sábado, 2 de outubro de 2021

Reino dos gigantes

 

Todo o reino de Ogue em Basã, que reinou em Astarote e em Edrei; este ficou do restante dos gigantes que Moisés feriu e expulsou.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Restantes dos Gigantes

 

Como também o termo de Ogue, rei de Basã que era do restante dos gigantes e que habitava em Astarote e em Edrei;

segunda-feira, 12 de abril de 2021

O selo de José - Homenagem a Joshua ben Nun

A tribo de Efraim.

Um selo dedicado às tribos de Joseph: Menashe e Ephraim.

Um mapa antigo da tribo de Efraim e Benjamin de 1658A tribo de Efraim é uma das doze tribos de Israel descritas na Bíblia. Os membros da tribo são chamados de "efraimitas". A tribo recebeu o nome do segundo filho de José, Efraim. Esta tribo era conhecida por sua importância e dela cresceu vários líderes importantes, entre eles Joshua ben Nun, que liderou o povo na conquista da terra, e Jeroboam ben Nevat, o fundador do Reino de Israel.

 

 

 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Solimões: a origem

​A primeira história de Silvestre, o lenhador fugitivo

Havia um homem, nomeado de Silvestre, que um dia chegou em um porto, na Ibéria.

Isso remonta à época anterior à ressurreição do filho do Grande Espírito, Deus Jeová.

Esse homem se estabeleceu no Reino da Ibéria; e naquela época, não havia um soberano nacional e sim, clãs. 

Silvestre, como patriarca, chegou com sua esposa e seus filhos. Haviam parentela entre eles.

Com o tempo se estabeleceram; e sua família tornou-se numerosa. 

Com a vinda do Império Romano, essa família foi pulverizada na sociedade e dentre eles haviam os que acompanhavam a elite.

Com isso, surgiu o Censo de César no Império Romano.

A necessidade de Censo, é uma prova que povos de lugares desconhecidos chegaram nos domínios do Império.

Então, a descendência de Silvestre foi dividida.

Entre eles, os remanescentes de Silvestre. 

 

 

A projeção: os remanescentes

Entre eles, Silva se destacou.

Silva era um homem temente a Deus.

Silva se casou com Ana Maria da Serra.

Silva, era filho de Silvestre.

Silvestre, era filho de Silveira.

Silva foi pai de Silvano, e avô de Siqueira.

Silvano, guardou os mandamentos de Silva, Silvestre e Silveira.

 

A ramificação: os primos de Silvestre

Simões era um homem justo. Foi ele que acolheu Silvestre na chegada ao porto. Simões preparou uma grande festa, ao estilo da recepção feita ao filho que a casa retornou.

Simões, junto com Sena e Seixas, intercederam aos poderosos Druidas a dar asilo a Silvestre, que chega sem mantimentos; sem especiarias e sem peixes. A fuga de Silvestre, alarmou seu reconhecimento como homem de bem.

Simões, protegeu o fugitivo.

Simões não sabia de onde vinha Silvestre.

Silvestre, dizia que vinha da Selva; onde o sol não raiava como raiava na Ibéria, não muito forte, porém visível. Ao contrário dali, na Selva era muito quente e úmido; e que não se via o sol, pois as árvores eram como os gigantes.

 

A recompensa: Deus promete a Simões, o galardão

Simões, enfrenta grandes e violentos ataques em suas propriedades. Ao proteger o forasteiro, estaria conspirando contra o Ancião da Cidade. O Ancião da cidade, trazia uma aparência Celta, com veneração à mãe natureza.

O Ancião da cidade soube pelos acusadores que Silvestre afirmava que ele sim, conhecia as Florestas.

Os druidas furiosos com a história que Silvestre relatava, exigiram do Ancião, uma punição para Simões.

Simões, foi afastado do cargo que exercia na Administração. Suas terras foram invadidas e saqueadas, onde Silvestre foi posto em fuga para o norte da Ibéria.

Simões, foi preso. Em cárcere, um anjo apareceu a ele e anunciou: ``De suas dores, nascerá um reino no Norte da Ibéria; e que desse reino, iria ser resgatado a promessa da terra prometida. E que desse reino, sairia um reino muito poderoso no Sul da Terra e que o Evangelho de Moisés, seria resgatado através do Criador''.

Continuou: "Que o próprio criador, iria fazer com suas próprias mãos, a transferência de sabedoria para o Reino do Sul. E que seria a terra de Santa Cruz."

Quando o anjo apareceu, também disse: que o Criador iria voltar, mas antes iria buscar e salvar as ovelhas perdidas de Israel; mas que haveria grande perseguição aos que guardassem os mandamentos do Criador.

Simões, aliviado, agradeceu-o e jejuou naquele dia.

 

O Louvor de Simões

Louvai ao Senhor, o Deus de Adão, de Sete, de Enos.

Louvado seja a Sombra do Onipotente.

Louvai ao Senhor, o Deus de Noé, Sem, Terá.

Louvai ó Jeová, refúgio confiável dos céus.

Louvai ao Senhor, o Deus de Abrão, Naor e Haram.

No altíssimo fizeste a vossa morada.

Louvai ao Senhor, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Todos os anjos dos céus, nos dará fôlego por muitos dias.

Louvai ao Senhor, o Deus de José, Manassés e Efraim.

Louvai o Senhor que nos pusestes nas alturas,

Louvai ao Senhor, o Deus de Josué, o Oséias, àquele que foi buscar Moisés do Exílio.

Toda honra e glória para o nome do Criador.

Louvai ao Senhor, o Deus de Débora e Gideão.

 

 

 

 A Oração de Simões

Éramos 40.500 homens; mesmo assim, fomos derrotados e expulsos de nossa terra.

Fomos nós que conquistamos Canaã, mesmo assim, nós perdemos a batalha espiritual.

Ó Senhor, tu prometeste que dá semente de Adão, haveria de vir o Salvador.

Quando o tirano rei de Siquém, mandou matar todos os príncipes da Casa de Jerubaal, da Tribo de Manassés, nos trilhaste para o Egito novamente; nos protegeu do Faraó e dos reis de Cuxe, de Axum e da Núbia.

Louvai o Senhor, Deus de todas as nações.

Peregrinamos nós pelo deserto; como bom pastor, nos guiou.

Fomos salvos por homens que adoravam o mesmo Deus, mas que eram de pele escura como alguns de nós e moravam no deserto; 

Louvai o Senhor, que nos refrigerou nossas almas.

Fomos salvos pelos homens da casa de Buz e Ismael. Encontramos o canal quando éramos escoltados por um exército, montado em camelos até que chegamos no fim do mundo, no porto seguro.

 

 

A súplica a Deus, por Simões

Mas até aqui Senhor, tu nos tens dado vitória, prosperidade e muita alegria.

Mas Senhor, desde que o forasteiro chegou nesse lugar, a ordem do dia foi modificada.

Me revela Senhor, quem os trouxe aqui; para quê veio neste lugar?

Pois o fardo que esse homem trouxe, é duro; pesado. Não sei se vou suportar todas as dores e angústia.

Perdi o apoio do Soberano; me tornou mau aos olhos dos Druidas e o que mais Senhor, terei que passar?

Naquela noite, o Senhor revelou que das suas dores, haveria de nascer um reino poderoso no Sul da terra.

 

A Revelação de Silvestre 

Disse Silvestre a Simões. Do lugar onde vim, há muitos rios; pássaros; animais de todos os tipos e cores.

Do lugar onde saí, há muitos povos. Estão todos em guerra. Há um deles, que mata as crianças de outras tribos.

Os povos não se entendem mais. As moças de uma tribo não se dão mais com os jovens de outra tribo.

Foi por isso que fugi; eu e minha casa. 

Éramos felizes na Selva. Morávamos na montanha da Neblina. Até que um dia, a sentinela apareceu e nos disse que um povo litorâneo do Sul, vinha em direção à Montanha, para tomar o filho do Chefe do Clã.

Como Silva era menino de dois anos e eu Silvestre era o chefe, logo tive que fugir.

A anciã da nossa tribo nos disse: há um lugar no meio da terra que os nossos parentes lá se abrigaram; é na terra das oliveiras, no Monte da Cruz, no Grande Porto.

 

 Aparição do Anjo das Boas Novas

Era inverno naqueles dias. E o sol brilhava nos dias normalmente. Os pássaros cantavam e granjeavam. As colheitas eram fartas; mas houve um dia em que o sol se apagou, por um tempo.

O pavor foi tanto dos despreparados que enquanto durou a falta da luz do sol, a hora também parou. 

Naquele momento, os amigos de Simões e Silvestre, lembraram das promessas feitas a seus ancestrais na festa da Páscoa; rememoram o Deus de Jacó, de Isaque e de Abraão. Também lembraram o quão José foi amado por Jacó, por guardar a promessa do Criador.

Enquanto o povo sofria de pavor; os filhos de Efraim e Manassés, estavam em casa de Simões, que era usada em encontros. Nesse dia, um anjo apareceu e disse: "O Salvador ressuscitou dos mortos; e ele diz a vós: ide, pregai o Evangelho aos quatro cantos da terra."

 

A promessa de Deus não falha

Um certo dia houve um decreto dos governantes. 

Um dos tratados era que, todas as terras não ocupadas por Celta seriam confiscadas pelo então governante.

Muitos perderam suas posses e foram a casa de Simões, o justo.

Simões foi ao Inquisidor e rogou que os que tiveram as terras confiscadas, tivessem o direito de ir para as terras mais ao norte. Houve o consentimento, após longa negociação de noventa dias.

Um dia após, veio um aviso de um mago, alertando que se eles fossem para onde pretendiam ir, eles iriam ser amaldiçoados com uma praga.

No caminho, ao chegar perto do local de onde veio a ameaça, fizeram ali tendas.

Era na época das festas das tendas; música e tambores, ecoaram da Montanha.

Os locais, assustados e cheios de embriaguez, foram perturbados por uma estranha ideia de invasão.

Após sete dias de festas, Simões e seus servos foram até o local para anunciar a permissão do Soberano, que lhes autoriza a viver naquelas terras.

Ao chegar na cidade, avistaram todos os habitantes daquele lugar, mortos.

Havia uma idosa que ficava na porta da cidade e que não enxergava; mas que ao sentir a presença de Simões, a mesma começou a enxergar. E ela contou que ouviu choro e lamentações; e que aos poucos não se ouvia mais nada.

Ao ver tudo aquilo, os corpos e disse, "eu ouvi eles dando os últimos gritos".

Simões voltou às tendas e contou o acontecido; todos foram ajudar Simões a remover os corpos e tirar a impureza da cidade.

 

 A promessa do Reino da Cruz

Passados uns dias, houve os preparativos para a Festa do Barulho. 

Tambores e berrantes, eram usados nas festas.

Os tambores eram de madeira encapada com pele de carneiro e os berrantes, eram feitos de chifre de carneiros.

No meio da festa, veio um exército que se identificaram como enviados dos moradores da cidade vizinha e lhes ordenaram que a festa cessasse, sob pena de morte e aniquilação de todos. Pois o barulho iria perturbar o sono dos antigos espíritos que descansavam no vale do ouro.

Simões e seu grupo, entre eles Silva, obedeceram a ordem do exército mercenário, onde seus membros eram de aparência semelhante aos homens do deserto.

No dia seguinte, o Exército retornou e interrogou Silva a respeito do barulho; onde foi explicado que era uma tradição da tribo de Simões, o Justo.

Naquele instante, desceu de um cavalo imponente; um líder e foi dizendo que ao retornar a cidade vizinha para buscar a recompensa do contrato de seu exército mercenário e ao chegar lá, a cidade estava totalmente vazia.

E que estavam eles com a pilhagem recolhida do local e foi oferecida a Simões, a terça parte da pilhagem.

Entre as pilhagens, haviam ouro, prata e cobre.

Todo aquele tesouro foi empregado na Escola de Navegação Marítima, dirigida por Seixas e Sena.

 

A salvação de Simões da fogueira 

Simões, o justo foi chamado pelo Soberano a respeito do tesouro da cidade saqueada.

Simões, como era justo, levou ao Soberano a décima parte do tesouro a ele entregue pelos estrangeiros.

O Soberano, foi aconselhado pelos Conselheiros druidas a matar Simões. Que Simões, conspirava contra o soberano. 

Os conselheiros não sabiam que Simões havia pago a décima parte para o soberano e foram se queixar novamente com o Soberano, pelo fato de Simões não ter sido morto.

Os conselheiros conspiraram com os Visigodos em troca da morte de Simões. O Soberano foi deposto e um outro Soberano assumiu o trono.

O novo Soberano manteve todos os druidas que trabalhavam antes ao Soberano deposto na Administração da corte.

Os druidas encontram uma maneira de incriminar Simões, o Justo. Eles disseram ao Soberano que Simões, tinha práticas estranhas a uma divindade que havia ressuscitado e que ele anunciava aos demais que era o próprio filho do Criador que havia passado pela terra e havia sido crucificado.

Na data da morte marcada para ser na grande fogueira central, houve um temporal que durou sete dias.

Junto com Simões, estavam todos os construtores com ele, para serem mortos na fogueira em praça pública.

Silva, filho de Silvestre, lembrou dos dias de seu pai. Que Simões teve misericórdia com sua família. Fazendo deles uma família próspera e poderosa.

Silva, havia sido deslocado para auxiliar o Soberano.

No segundo dia, o Soberano avistou seu auxiliar de joelhos e suplicando para os céus, em um dos quartos do Palácio. O Soberano indaga Silva e ele diz que seu grande amigo, haveria de morrer, pois ele havia cometido crimes contra o palácio.

Assim que o temporal passou; o exército acampado para promover a queima dos rebeldes em praça pública, ficaram todos atônitos quando do cárcere saiu um anunciando: "que veio um ser alto, com asas e com espadas de 5 metros de tamanho e que com um leve toque havia soltado Simões e seus amigos".

 

 A vitória do resiliente - os que confiam no Deus do alto

Já seguros da morte, os resilientes decidiram ir então para a terra de Silvestre: a Selva.

Silva, no comando, capitaneou uma embarcação movida a vento, tendo panos como mastros.

Ao chegar na Selva, foram saudados pelos nativos e acolhidos pelos povos. Os povos acolhedores tinham costumes pagão, alguns adoravam o sol e a chuva, mas outros adoravam o Grande Espírito.

Simões e Silva, lembravam das vitórias conquistadas com a ajuda do Criador e foi avistado por eles, uma luminosidade que os dizia: pegue suas tendas e famílias e vá para o Sul. Suba o leito do rio do Sertão e vá para as montanhas. A montanha escolhida tinha duas nascentes: uma nascia para o lado de baixo, ao Sul e outra direcionava para o norte.

Celebraram o sábado em memória do Criador. Celebram o refúgio celestial. Sem esquecer que sempre estiveram em cativeiro; sem esquecer que o Salvador um dia virá para libertar seu povo.

E viveram até os fins de suas vidas, confinados em um mundo que não era o seu, mas que seria o lugar de nome de Grande Reino do Sul.